Velho presidente da CBF pede renúncia

Apesar de ser pentacampeã mundial, a situação da Seleção Brasileira tem ido de mal a pior. O clima de caos se instaurou após a derrota para a Argentina, no Maracanã, a primeira em casa em toda a história das Eliminatórias. Foi o terceiro revés do Brasil seguido, já que a equipe de Fernando Diniz foi derrotada pelo Uruguai e Colômbia anteriormente.

Diante disso, o atual presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ednaldo Rodrigues, vem perdendo cada vez mais apoio interno. Além do resultado dentro de campo, algumas questões fora dele preocupam os dirigentes, como a própria situação financeira.Além disso, a centralização do poder não agrada os vices.

Em meio a todo o tumulto interno, o ex-presidente da entidade, Marco Polo Del Nero, publicou sua opinião sobre a gestão de Ednaldo, pedindo a renúncia do mesmo o mais rápido possível.

Vale lembrar que Del Nero foi eleito em 2014 e tomou posse no ano seguinte, mas teve que renunciar após ter sido citado em casos de corrupção. A Fifagate informou que ele recebeu dinheiro de suborno através de contratos de transmissões de futebol e acabou banido por 20 anos de atividades futebolísticas.

Na visão do ex-mandatário, há de fato uma preocupação financeira nesta atual gestão, que segundo ele, herdou um caixa de R$ 1,25 bilhão e reduziu o saldo para R$ 870 milhões. Ele pede a renúncia de Ednaldo “pelo bem do futebol brasileiro”.

“Como torcedor e entusiasta do potencial do futebol brasileiro, me causa enorme preocupação ver os rumos financeiros da CBF com essa gestão precária, temerária e dissociada da realidade que estamos acompanhando do atual presidente. Pelo bem do futebol brasileiro, penso que ele deveria assumir sua incompetência e renunciar. Ou quem tem poder para isso, que é a Assembleia Geral, poderia retirá-lo de lá antes que ele comprometa o futuro do futebol brasileiro como um todo”, diz Del Nero.

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Vale lembrar que a Seleção Brasileira continua sem um técnico efetivo desde a saída de Tite, após o Mundial do Catar, realizado em 2022. O nome favorito para assumir é o italiano Carlo Ancelotti, que tem contrato com o Real Madrid até junho de 2024, mas ainda não decidiu seu futuro. 

“Tem patrocinador que pagava R$ 80 milhões e agora paga R$ 40 milhões. Direitos da Seleção Brasileira desvalorizados em outros R$ 40 milhões por ano. Seis patrocinadores abandonaram ou não renovaram seus contratos. Nenhuma nova marca conquistada”, escreveu Del Nero, justificando sue posição contra o atual presidente.