Torcida do São Paulo foi à loucura com comunicado do Governo Lula

Com o início do mandato do presidente Lula, uma pauta relacionada ao futebol voltou a ser discutida no Governo Federal, e pode levar os são-paulinos à loucura. Isto porque Luis Ferrarezi, secretário de Futebol e direitos do Torcedor, admitiu ser contra a implementação de torcida única nos estádios do futebol brasileiro.

Em participação em uma seminário de gestão da FGV/Fifa/CIES, o secretário, que compõem o gabinete do Governo Lula, comentou sobre sua oposição à torcida única:“Não é com torcida única que vamos resolver o problema. Temos uma posição radicalmente contra a torcida única”.

Vale destacar que nos outros estados do país, a presença de torcida visitante em clássicos é completamente liberada. Somente em São Paulo que o problema se agravou, e desde 2016 a prática é proibida.

Isto porque houve uma enorme confusão entre torcedores do Corinthians e Palmeiras no mesmo ano, resultando em uma morte no estádio do Pacaembu. Muitos membros das torcidas organizadas rivais foram detidos pela polícia.

Desde esse episódio, as autoridades e políticos aprovaram o projeto que determina a proibição de torcida visitante em clássicos envolvendo os 4 grandes de SP (São Paulo, Santos, Corinthians e Palmeiras). Mas se depender de Ferrarezi, o assunto deve ser analisado futuramente: “Primeiro, temos que reconhecer que os Estados têm autonomia. Mas não dá mais para o governo só assistir. Agora queremos federalizar esse debate, e a CBF tem que se posicionar sobre esse debate”.

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Julio Casares acredita na paz nos estádios 

Ainda no início do ano, São Paulo e Palmeiras assinaram um acordo que permitia o rival utilizar o Morumbi quando o Allianz Parque não estivesse disponível, e vice-versa. O Alviverde disputou duas partidas na casa tricolor, enquanto o SPFC jogou uma no estádio do rival.

“O futebol paulista sai vitorioso. São Paulo e Palmeiras mostram que é possível a convivência pacífica entre rivais históricos, deixando a disputa acirrada apenas para dentro de campo nos jogos entre os times. Queremos que este momento seja um marco para o nosso futebol”, disse Julio Casares, presidente do São Paulo.