São Paulo perdeu destaque da Série A por problemas com Hernán Crespo

Depois de sair do São Paulo, o atacante Bruno Rodrigues deu a volta por cima, e hoje é o principal destaque do Cruzeiro. Justamente por isso, ele atrai interesse de outras equipes da Série A como Grêmio e Vasco.

Com 26 anos, seus direitos econômicos estão ligados ao Tombense, e defende as cores do Cruzeiro por empréstimo até ofinal desta temporada. O time administrado por Ronaldo Fenômeno possui preferência na compra, e sabe que ele deve ser alvo do exterior nesta janela.

Foi contratado ainda no meio do ano passado, e já se destacou na Série B. Nesta temporada, atuou em todos os jogos no Brasileirão, e acumula bons números no ano: marcou oito gols e cinco assistências em 26 jogos.

Momento completamente diverso do vivido em São Paulo. Foi contratado junto a Ponte Preta em 2021, mas não rendeu o esperado, deixando o Morumbi depois de sete jogos. Na visão dele, seu mau desempenho foi ligado ao técnico Hernán Crespo, com o qual não teve um bom relacionamento.

“O que aconteceu foi que o treinador da época, o Crespo, mesmo classificado no Paulistão, não me deu oportunidade de mostrar meu trabalho. Sempre cobrava isso da diretoria, e eles também não entendiam o que estava acontecendo”, iniciou.

“Perguntei ao treinador por que não estava jogando, e ele falou que não cabia na ideia dele, que ele jogava com dois centroavantes, não com ponta. Eu fui contratado para ser ponta. Eu ficava muito triste, porque eu só queria vencer na vida, mostrar meu futebol, que é a única coisa que sei fazer”, comentou.

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Bruno Rodrigues foi cortado da final do Paulistão de 2021

Ele relembra momentos em que fez duas longas viagens com o elenco, mas sequer foi colocado para jogar um minuto.  Também foi cortado nos dois jogos da final do Campeonato Paulista daquela temporada, torneio vencido pelo SPFC.

“Eu ficava muito triste, porque eu só queria vencer na vida, mostrar meu futebol, que é a única coisa que sei fazer. Ele me levava para viagens longas. Me levava para Mirassol para jogar o Paulistão, oito horas de viagem no ônibus para não jogar. Eu ia pensando que não ia jogar, e isso me magoava muito. Me levou em uma viagem da Libertadores, em um lugar longe, que não lembro mais agora, mas no dia seguinte ele me cortou na final do Paulistão”, contou.