São Paulo atua na surdina e encaminha venda de jogador

A pedido do técnico Dorival Júnior, o São Paulo adotou uma estratégia diferente nesta janela de transferências. O comandante pediu para que nenhum atleta titular fosse negociado, visando a continuidade do trabalho e possível luta por títulos.

Mesmo precisando do dinheiro das vendas, a diretoria concordou. De fato, o plano funcionou, já que o clube está muito perto de conquistar seu primeiro título da Copa do Brasil, neste domingo (24), no Morumbi.

Todavia, o Tricolor já prepara algumas saídas para o final da temporada. Um dos favoritos é o lateral-esquerdo Wellington, que esteve muito perto de ser negociado nas últimas semanas, mas a falta de tempo não deixou o acordo ser concluído.

Segundo o jornalista Alexsander Vieira, do Bolavip Brasil, diversos clubes europeus estão de olho no jovem criado e formado nas categorias de base de Cotia. O atleta tem contrato somente até o final do ano que vem, e visando sua venda, o vínculo não deve ser renovado. 

“As conversas pela renovação de contrato (atual até dez/24) foram congeladas em virtude da Copa do Brasil, mas não devem ser retomadas visando a venda. Welington ficou chateado com a não transferência, mas nada que prejudique seu desempenho ou cause transtorno, somente uma expectativa não realizada”, revelou o jornalista.

Confira detalhes da proposta aceita pelo SPFC

O atleta esteve muito perto do CSKA Moscou, que ofereceu R$ 29 milhões mais um percentual de venda futura. O clube respondeu que queria manter 30% de seus direitos, porcentagem que os russos até concordaram, mas referentes a mais-valia. No final, chegou a um acordo de R$ 39 milhões por 100% dos direitos do jogador.

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Pela falta de tempo (fechamento da janela russa), o negócio não foi concluído. A transferência havia sido selada em R$ 39 milhões mais 10% do mais-valia, ou seja, o percentual que superasse o valor de R$ 39 milhões.

Ainda segundo o jornalista, o lateral do São Paulo ganharia 12 vezes mais em relação ao que embolsa mensalmente no Tricolor. O CSKA comprou as passagens rumo a Rússia, mas o SPFC barrou a ida do atleta até que os documentos fossem assinados e oficializados, algo que, como todos sabem, não se concretizou devido a falta de tempo.