Robinho alega que sofreu racismo da Justiça na Itália

No último domingo (17), o ex-atacante Robinho falou abertamente pela primeira vez sobre sua condenação por violência sexual. Ele foi condenado a nove anos de prisão por estupro coletivo na Itália. O caso ocorreu na época em que ele jogava no Milan.

O atleta afirma que é inocente, e que está sendo alvo de racismo por parte da Justiça da Itália. Por sinal, o Tribunal de Milão solicitou a à Justiça brasileira para que o ex-jogador cumpra a pena em seu país natal.

O futuro de Robinho começará a ser definido nesta quinta-feira (20), quando a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgará o brasileiro. A ideia é que ele cumpra a pena no Brasil. 

Vale destacar que o STJ não irá fazer um novo julgamento do ocorrido. As autoridades apenas decidirão se devem aceitar ou não o pedido da Justiça italiana para que ele cumpra a pena no Brasil.

Enquanto aguarda pela decisão do STJ, Robinho alega que foi vítima de racismo por parte dos italianos.   “Só me leva a crer que esses mesmo que me condenaram são os mesmos que permitem com que aconteça inúmeras vezes histórias de racismo contra inúmeros estrangeiros fora do Brasil”.

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Sobre o crime

O caso ocorreu quando Robinho e mais cinco homens estupraram uma mulher da Albânia em uma casa noturna em Milão, em 2013. A mesma estava sob efeitos de bebidas alcoólicas, e sequer estava consciente. Eles alegam que o sexo foi feito de forma consensual.

O brasileiro teve sua sentença divulgada em 19 de janeiro de 2022, ou seja, nove anos depois do ocorrido. Ele foi condenado em última instância para ser preso. Ele não se apresentou no país, e está proibido de deixar o Brasil, que não permite a extradição de condenados.