Revelado salário dos árbitros Fifa no Brasil

A arbitragem no Brasil é um assunto polêmico. As torcidas reclamam das atuações dos árbitros há muito tempo, mas ao mesmo tempo possuem  curiosidade de saber mais sobre suas carreiras. Em entrevista ao podcast “Tomando Uma Com…“, a assistente Ana Paula Oliveira deu mais detalhes sobre a profissão.

Mesmo longe do esperado e lutando cada vez mais por  melhores condições dentro do trabalho, ela, que é instrutora da FIFA, falou que de fato houve uma melhora no Brasil. Por sinal, um árbitro de alto nível no país pode ganhar um salário de R$ 60 mil por mês, como por exemplo, Raphael Claus.

“Na realidade do nosso país, você consegue sobreviver. Se você for crescendo, (como) o Raphael Claus, vai faturar de R$ 50 R$ 60 mil por mês. Um árbitro FIFA, dependendo do patamar e da regularidade, vai faturar mais de R$ 60 mil por mês”, revelou Ana.

Os profissionais que atuam na segunda divisão também receberam um aumento em seus vencimentos mensais, segundo ela. O motivo por trás disso é o grande número de jogos em uma temporada. A média é de dois salários mínimos, que pode aumentar conforme o tempo for passando e o árbitro for adquirindo mais experiência.

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São Paulo é a federação que melhor paga no país. Qual foi a meta de trabalho? Melhorar as condições do árbitro, que é pagar uma taxa e que se consiga subsistir com ela.Os árbitros da primeira divisão nenhum trabalha. Tem árbitros de segunda divisão que vivem só de arbitragem em função da quantidade de jogos. Uma taxa de segunda divisão ganha de R$ 800 a R$ 900 por jogo. Se ele fizer quatro jogos, superou a marca de dois salários mínimos.

Apesar da valorização, a situação de Ana era diferente

Ana Paulo Oliveira era destaque no Brasil atuando como bandeirinha. Mesmo sendo muito competente em sua função, sua realidade salarial era longe do esperado. Por sinal, ela ganhou o prêmio de melhor assistente da Federação Paulista de Futebol, que sequer deu alguma bonificação em dinheiro.

“Se eu falar meu salário, pelo nível de responsabilidade que eu tinha, era pífio. Eu não vivia. Quando eu fui árbitra, o valor era ridículo e não tinha o suporte que a federação dá.Eu fui eleita melhor assistente de 2005, ganhei só um troféu e me roubaram. Não ganhei nada. Hoje, a Federação Paulista premia os árbitros com receita”, finalizou.