Profissão de Raí após abandonar o São Paulo é de dar inveja

Sem sombra de dúvidas, Raí está na prateleira dos maiores ídolos da história do São Paulo. O ex-meia também foi campeão da Copa do Mundo de 1994 com a Seleção Brasileira

Depois de pendurar as chuteiras, ele seguiu os passos do irmão, Sócrates. O interesse por pautas sociais só aumentou, e passou a liderar, junto ao ex-jogador Leonardo,  a Fundação Gol de Letra, projeto que visa programas de educação de crianças e adolescentes. 

Raí também foi executivo de futebol do São Paulo por três anos durante o mandato do ex-presidente Leco. Todavia, era constantemente criticado por algumas de suas escolhas. Optou por se demitir após a saída de Fernando Diniz. 

Além do projeto social, Raí também se manteve no meio do futebol, sendo um dos sócios do Paris FC, da França, e dono de um bar e um cinema na cidade de São Paulo. 

 “Para alcançar um país mais justo, é preciso uma sociedade civil organizada, e os atletas não podem ficar para trás”, disse, em entrevista ao Portal 29 Horas. 

Em meio a tudo isso, o ídolo são-paulino também está cursando um mestrado em Ciência Política pela Sciences Po, em Paris. Ele comentou sobre a decisão inusitada e sua relaxe direta com a prática esportiva. 

 “Fazia um tempo que queria voltar a morar em Paris e retomar os contatos que fiz por lá. Eu me interesso muito pela área de Ciência Política, e minha experiência nos projetos sociais me instigou a querer ir além e a fundo nos estudos. Então, eu uni as duas coisas. A ideia da minha pesquisa é entender como os espaços com formação esportiva e cultural podem impactar uma cidade pequena, como alguma do Nordeste, por exemplo, que é a minha origem e a dos meus pais”, disse. 

Participe agora do nosso grupo exclusivo do Whatsapp, Telegram ou acesse nossas comunidades.

Raí se interessou em pautas sociais graças ao pai

O ex-capitão do São Paulo contou sobre a origem de seu interesse em política e pautas sociais. Segundo ele, seu pai nunca deixou de falar sobre suas origens humildes, que desencadeou a vontade em saber mais sobre a desigualdade social no Brasil. 

“Quem nos inspirou foi nosso pai, Raimundo, descendente de africanos. Ele foi autodidata, teve que sair da escola aos 13 anos, e, mesmo depois de ter filhos, estudava, adorava os filósofos gregos… por isso os nomes dos meus irmãos: Sócrates, Sóstenes, Sófocles. Ele sempre foi uma pessoa interessada em investigar a injustiça social do Brasil e, por causa de sua origem, quis mostrar tudo isso aos filhos”, contou Raí.