Presidente do Botafogo provoca o São Paulo e outros clubes do Brasileirão

Durante uma reunião da CBF com os clubes da Série A nesta quinta-feira (6), o assunto dos gramados sintéticos voltou à tona. Isso porque grande parte dos representantes dos clubes reclamam e se mostram contra a utilização das gramas artificiais. 

 Após o encontro, o dono da SAF do Botafogo, John Textor, defendeu a utilização de  campos sintéticos no futebol brasileiro. Segundo ele, a saúde dos atletas aumentam jogando em condições desta natureza.

“A saúde dos jogadores está em melhores condições no sintético. Temos uma alta qualidade que está creditada até por jogadores de outros clubes. As vezes, pessoas que nem pisam na grama ou jogam futebol falam bobagem. Eu queria que eles olhassem o sistema que nós criamos. A grama no Brasil é diferente”, iniciou. 

De acordo com informações divulgadas pelo portal Globo Esporte, a CBF não deve proibir o uso de gramados sintéticos neste ano, até porque o Campeonato Brasileiro tem início marcado para o final do próximo mês.

Dito isso, a entidade convocou a Comissão de Médicos para estudar sobre o assunto em parceria com a Comissão Nacional de Clubes, formada por Atlético-GO, Fluminense, Fortaleza, Internacional e São Paulo.  A CBF irá buscar uma consultoria internacional para uma imersão geral no gramado sintético.

Textor diz que Botafogo não jogará em “campo de bezerro”

Vale lembrar que o Botafogo adotou o uso de grama artificial no ano passado no Estádio Nilton Santos. Um dos argumentos para a mudança foi o fato da manutenção ser facilitada e a possibilidade de sediar eventos sem ter maiores danos no campo.

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“Olhe para todas lesões de tornozelo e nas pernas que tivemos em gramados ruins. Se vamos jogar em campos de bezerros na liga, as pessoas devem investir em campos 80% naturais e 20% sintéticos, que é o padrão das grandes ligas no mundo”, disse John Textor.

Por fim, o empresário norte-americano fez duras críticas ao presidente do Fluminense, Mário Bittencourt, e à Fenapaf (Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol).  Caso a decisão da CBF seja banir os gramados sintéticos, ele se mostra a favor de mudanças gerais nos campos brasileiros a partir de 2025.

“Vamos falar de elevar o nível. Querem ir para grama natural? Devemos formar a liga, oficializar um padrão, pagar e treinar árbitros. Vamos todos pagar 1.3 milhão de dólares (R$ 6,4 milhões) em cada campo, é isso que custa na Premier League. O Brasil merece a qualidade dos melhores lugares do mundo, futebol é bom como em qualquer lugar do mundo. Se quiserem ir para a grama natural no ano que vem, nós iremos. Não enganem, não jogaremos em campo de bezerro, não faz bem aos jogadores”, completou.