Novo volante titular do São Paulo quase foi goleiro

Depois da lesão de Pablo Maia, o paraguaio Damián Bobadilla vem recebendo cada vez mais chances como titular do São Paulo. Embora não seja um primeiro volante, vem cumprindo bem a função. O que poucos sabem é que o jogador esteve muito perto de ser um goleiro.

Isso porque seu pai, Aldo Bobadilla, foi um ex-goleiro que atuou por grandes equipes como Cerro Porteño, Boca Juniors e Corinthians, além de disputar duas Copas do Mundo pela seleção paraguaia. 

Chamado de “La Muralha”, acumulou bons números enfrentando o Tricolor: em sete jogos, venceu quatro e empatou três, conquistando a Recopa Sul-Americana de 2006 pelo Boca. Em entrevista concedida à ESPN, o volante contou sobre como seu pai o convenceu a trocar de posição.

“Queria ser goleiro quando era criança. Assistia aos jogos e treinos do meu pai, e todo filho sonha em ser como o pai. Então, eu queria também ser goleiro. Mas ele falou para mim que não, que eu tinha que jogar no campo, fora do gol. E aí foi que fui gostando de jogar fora e fiquei no meio”, contou o paraguaio.

Participe agora do nosso grupo exclusivo do Whatsapp, Telegram ou acesse nossas comunidades.

Por sinal, Aldo era muito exigente com Damián, e sempre exigia o máximo dentro de campo visando torná-lo um jogador melhor a cada momento. Vale destacar que o ex-goleiro passou pelo Corinthians em 2010, mas sequer entrou em campo pela equipe Alvinegra.

“Ele é um cara muito exigente. Quando eu era criança, ele ficava muito bravo quando eu não jogava bem. Agora que sou profissional, ele não fala mais nada. Mas quando eu era criança, sofria muito com isso”, disse Bobadilla.

Bobadilla aprendeu português durante passagem do pai no Brasil

Apesar de seu pai não ter disputado nenhuma partida pelo rival do São Paulo, a experiência de morar no Brasil foi muito positiva para Damián. Isso porque ele aprendeu o idioma quando era criança.

“Estudei aqui quatro meses na escola e nunca esqueci do português. Sempre gostei de falar português na minha casa às vezes, brincando com a família. E isso ajudou muito na minha adaptação, para compreender melhor os trabalhos, o que o treinador pede, o que os companheiros pedem para mim dentro do campo”, disse Bobadilla.