Nova regra pode fazer o São Paulo vencer partidas mesmo sem marcar gols

A 21ª rodada do Campeonato Italiano contou com um episódio nada agradável que pode impactar até mesmo no São Paulo muito em breve. Maignan, goleiro titular do Milan, foi vítima de racismo e a partida contra a Udinese chegou a ser interrompida. Horas depois, Gianni Infantino, presidente da FIFA, emitiu um comunicado.

O dirigente citou outro caso também ocorrido na Europa, em Sheffield, na Inglaterra, e defendeu que derrotas automáticas sejam uma das punições em episódios do tipo: “Temos que implementar a derrota automática para o time cujos torcedores cometeram racismo e causaram abandono da partida, bem como proibições mundiais de estádios”.

A partida foi encerrada com vitória do Milan pelo placar de 3 a 2, mas ficou paralisada por cerca de cinco minutos após Maignan relatar ao árbitro as ofensas racistas. Os jogadores chegaram a deixar o campo, mas retornaram pouco depois. No Brasil, os casos de racismo tem sido, infelizmente, recorrente nas últimas temporadas.

Veja a íntegra do comunicado realizado pela FIFA

“Os acontecimentos que ocorreram em Udine e Sheffield no sábado são totalmente abomináveis e completamente inaceitáveis. Não há lugar para racismo ou qualquer forma de discriminação – tanto no futebol como na sociedade. Os jogadores afetados pelos acontecimentos de sábado têm meu total apoio.

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Precisamos que todas as partes interessadas relevantes tomem medidas, começando pela educação nas escolas, para que as gerações futuras entendam que isso não faz parte do futebol ou da sociedade.

Além do processo de três etapas (partida interrompida, partida interrompida novamente e partida abandonada), temos que implementar a derrota automática para o time cujos torcedores cometeram racismo e causaram abandono da partida, bem como proibições mundiais de estádios, e acusações criminais para racistas.

A Fifa e o futebol mostram total solidariedade às vítimas do racismo e de qualquer forma de discriminação. De uma vez por todas: não ao racismo! Não a qualquer forma de discriminação!”

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