Mauro Cezar envia recado importante ao São Paulo sobre próximas décadas do clube

Nos últimos meses, a discussão entre os acordos envolvendo os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro ganhou ainda mais força. Dois blocos estão na disputa: a Libra e a Liga Forte Futebol. Entretanto, as diferenças entre os dois lados podem acabar prejudicando a criação da Liga do Futebol Brasileiro.

Segundo o jornalista Mauro Cezar Pereira, um acordo sobre a nova liga ainda está distante de ser assinado. Diversos fatores estão envolvidos no processo, como fair play financeiro, definição de padrões nos estádios, gramados, arbitragem, calendário, entre outros. Contudo, os benefícios seriam altos, como a venda de naming rights e outros patrocínios.

Na visão do jornalista os clubes precisam focar na criação da Liga, deixando “de lado” os direitos de transmissão. “A criação da Liga independe do acordo sobre a divisão dos direitos de transmissão, apesar destes serem um dos itens mais relevantes. Entendo que os clubes têm que deixar de lado por um instante a discussão sobre os direitos de transmissão e focar na criação da Liga”, escreveu, em sua coluna no UOL.

Mauro acredita que o futebol brasileiro tem poder suficiente de atração para buscar novos patrocinadores, aumentando a receita dos torneios. Tudo isso acaba rendendo maior dinheiro aos clubes, que podem contratar jogadores de ponta e investindo na qualidade das partidas.

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“O futebol brasileiro, mesmo nas condições atuais, tem um valor e uma atratividade enormes; um campeonato bem organizado aumenta a qualidade dos jogos, atrai mais público, patrocinadores, propiciando investir em melhores atletas e reter jogadores por mais tempo, valorizando mais o produto.É o chamado círculo virtuoso. Por isso, uma eventual venda de parte do capital da Liga só deveria acontecer depois desta estar consolidada, gerando maior valor aos clubes”, opinou Mauro.

A criação da Liga aparece como algo único para o momento atual do futebol brasileiro, que já é o mais dominante da América do Sul. Basta olhar para a Libertadores e o amplo domínio dos clubes nacionais em relação aos concorrentes de outros países.