Luto: ex-goleiro do São Paulo acaba de falecer

Morreu nesta quinta-feira (21) um dos grandes goleiros do futebol brasileiro. Durval Moraes, apelidado de “Mão de Onça”, nos deixou aos 92 anos após sofrer um infarto e um acidente vascular cerebral (AVC). Além de sua habilidade, ele era conhecido com o arqueiro que sofreu o gol mais bonito da carreira de Pelé. 

De acordo com informações divulgadas pelo portal Globo Esporte, ele será velado e enterrado ainda nesta quinta-feira (21), na cidade de Itu. O ex-jogador morava na cidade nos últimos anos, e deixou seis filhos. 

Ao longo de sua carreira como goleiro profissional, Mão de Onça atuou no São Paulo, Atlético-MG, Juventus-SP, Primavera-SP e o Clube Atlético Ituano. O último acabou se tornando o Ituano Futebol Clube de hoje em dia, mas na década de 1960, chamava-se Ferroviário Atlético Ituano. 

O mundo futebolístico envolve inúmeros apelidos aos jogadores, e muitos deles de animais. No elenfo atual, o São Paulo conta com Wellington Rato e Alexandre Pato que ostentam o feito. Em entrevista ao Globo Esporte em 2010, Durval de Moraes explicou sobre o apelido Mão de Onça. 

Participe agora do nosso grupo exclusivo do Whatsapp, Telegram ou acesse nossas comunidades.

“O apelido de Mão de Onça começou porque eu não gostava de encaixar a bola, encaixar no peito, eu achava melhor pegar a bola dando bote, segurando sem soltar. Ficava bonita fazer essa defesa, porque não podia me machucar. Comecei a praticar, fazer essas defesas para minha mão crescer. Ficava jogando a bola na parede e abria a mão, ela cresceu mesmo. Foi assim que tudo começou”, disse. 

Mão de Onça tomou o gol mais bonito de Pelé 

O dia 2 de agosto foi marcado na história do futebol brasileiro. Durante a partida entre Juventus e Santos, Mão de Onça sofreu o gol mais bonito da carreira de Pelé, e possivelmente um dos melhores de todo o esporte. O Rei deu um chapéu em três jogadores e empurrou a bola para o fundo da rede. 

“Não é porque foi em mim não, mas não vi mais bonito até hoje. Não dá para comparar com qualquer outro. Nem de Maradona, nem de Messi… Achei mais parecido o do Alex, quando jogava no Palmeiras (contra o São Paulo). Ele chapelou um marcador e depois o Rogério Ceni, mas não completou de cabeça e deu balão em menos gente…”, disse o ex-goleiro,  em entrevista ao Globo Esporte em 2010.