Kaká se manifestou sobre virar o novo dono do São Paulo

Depois de pendurar as chuteiras em 2017, Kaká está pensando em retornar ao esporte. Não como jogador, claro, mas talvez ocupando um cargo na diretoria. Em entrevista ao site Quinto Quarto, o ex-meia revelou, inclusive, que pode acabar se tornando um dono de um clube.

“É uma das coisas que eu penso sim. Ter um time. Assim você acaba participando um pouco mais diretamente das decisões estratégicas, decisões de negócios, participar do todo. Gosto muito dessa ideia de uma gestão geral. É algo que eu gostaria, mas ainda não encontrei uma oportunidade nesse sentido. Não apareceu um projeto para que eu participe como sócio que eu tenha visto a chance de um trabalho a longo prazo”, revelou.

Além disso, foi perguntado se ele poderia acabar trabalhando no São Paulo, seu clube de coração. Claro que depende do cargo, já que ele já poderia atuar como dirigente no time que o revelou para o mundo.

Contudo, Kaká também pode ter uma participação direta no Tricolor em caso de transformação em SAF (Sociedade Anônima de Futebol). O modelo ainda está longe do clube, mas segundo o próprio ex-meia, a transformação é benéfica para muitas equipes do Brasil.

“Já pensou? Eu acho que a SAF é um caminho interessante para os clubes do futebol brasileiro. A grande vantagem da SAF, além da questão de você ter outras formas de receitas e de investimentos, é você poder controlar uma gestão. Então, pra mim, essa é uma grande vantagem”, comentou.

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Kaká pode seguir os mesmos passos de Ronaldo Fenômeno

O último jogador a se aposentar e começar a investir em clubes foi Ronaldo Fenômeno. Ele adquiriu as SAFs do Real Valladolid, da Espanha, e do Cruzeiro, clube no qual foi revelado ainda muito novo. Durante sua gestão, o clube mineiro foi campeão da Série B, se manteve na Série A no ano passado e se classificou para a Copa Sul-Americana de 2024.

“Não significa que a gestão vai ser boa em todos os casos. Mas o fato de você poder escolher os profissionais dentro de uma SAF, diferente do modelo associativo, onde muitas vezes são cargos políticos e com outros interesses, eu acho que realmente é uma grande vantagem da SAF. E, por isso, eu acho que a maioria dos grandes clubes brasileiros vai demorar um pouco mais pra ter essa mudança”, finalizou Kaká.