Julio Casares se manifesta após ataques de Leila Pereira

No último domingo,  São Paulo e Palmeiras empataram em 1 a 1, em duelo no MorumBis, pela penúltima rodada da fase de grupos do Campeonato Paulista. Após os 90 minutos, o árbitro Matheus Delgado Candançan foi muito criticado pelo presidente Julio Casares. ALém disso, o diretor de futebol do clube, Carlos Belmonte, chamou o técnico Abel Ferreira de “português de m***”.

Leila Pereira, atual presidente do Palmeiras, emitiu uma nota falando sobre o ocorrido, dizendo que Belmonte arcará com as consequências legais de seu xingamento xenófobo. Junto a isso, disse que o cartola não é mais bem-vindo no Allianz Parque. Em resposta, Julio Casares defendeu o diretor.

“Carlos Belmonte não é xenófobo. Conversei com ele sobre o assunto, e ele me explicou que, de cabeça quente após os erros de arbitragem na partida, usou a nacionalidade do treinador como forma de identificação, e não qualificação. E, ele destacou que naquele momento, o próprio treinador não estava no local”, disse Casares.

O presidente são-paulino fez questão de lembrar um episódio de homofobia na final do Campeonato Paulista de 2022, quando o rival acabou sendo campeão. Na época, o volante Danilo se referiu ao clube como “bambis”.

“Lamento que em 2022 a presidente Leila não pensou de forma inclusiva e em promover a paz nos estádios. Na ocasião, após o término da final do Paulistão, não houve qualquer comoção ou pedido de desculpas da instituição sobre ato homofóbico em relação ao São Paulo Futebol Clube”, continuou.

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Casares fala sobre o tratamento ao SPFC no Allianz Parque

Por fim, Casares tocou em outro assunto comentado: o tratamento do SPFC ao Palmeiras, não disponibilizando a sala de imprensa para a coletiva. O mandatário relembrou episódios em que o Tricolor recebeu o mesmo tipo de tratamento no Allianz Parque e não teve repercussão alguma.

“Respeito ao adversário também deve ser dado com boas instalações em seu estádio próprio, condições para jornalistas trabalharem e segurança. Sempre recebemos bem a Leila, como ela mesma diz, no MorumBIS. Mas não podemos dizer o mesmo do São Paulo no Allianz. Já tivemos diversos incidentes com nossos profissionais por lá. Não podemos viver como dirigentes do passado, mas não podemos deixar de ter o amor por nosso time do coração”, finalizou.