Julio Casares revela motivo que fez o São Paulo terminar 2023 no vermelho

Nesta segunda-feira (18), o jornalista Eder Traskini, do UOL Esporte, divulgou informações sobre o balanço financeiro de 2023 do São Paulo. Mesmo com uma receita maior em relação ao ano anterior, o Tricolor ainda fechou no vermelho, com um déficit de R$ 62,2 milhões.

De fato, a arrecadação não foi um problema para a instituição, que colheu R$ 680 milhões, R$ 20 milhões a mais em relação a 2022, e R$ 255 milhões a mais que em 2021. A previsão é de um crescimento ainda maior neste ano, muito por conta dos novos acordos costurados, como da Superbet, New Balance e com a Mondelez, que comprou os namings rights do Morumbi.

Apesar de todas as previsões positivas, a dívida do clube aumentou e chegou a  R$ 706 milhões. Questionado pelo UOL sobre a situação financeira do São Paulo, o presidente Julio Casares explicou que o resultado foi decorrente da decisão de manter boa parte do elenco visando a conquista de títulos.

“O balanço de 2023 reflete uma escolha adotada pelo São Paulo na última temporada. Preferimos investir no departamento de futebol e manter jogadores. Poderíamos ter negociado mais atletas, mas qual é o valor do gol que o Nestor fez na final da Copa do Brasil? Além da premiação do torneio, os naming rights do estádio, o novo acordo de patrocínio e o aumento público são reflexos desta conquista”, disse o presidente.

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SPFC espera arrecadar valor recorde para diminuir as dívidas em 2024

De fato, a notícia preocupou os são-paulinos, que esperavam a redução dos débitos em meio a um ano que culminou na conquista da Copa do Brasil e na classificação para a Libertadores da América. O clube diz que já arrecadou 15% da receita de 2023 apenas nos primeiros meses deste ano, ou seja, cerca de R$102 milhões. Enquanto isso, Casares segue confiante na gestão para diminuir as dívidas com os novos acordos assinados.

“Esses acordos (naming rights, Superbet e fornecimento de material esportivo da New Balance) e o novo contrato de transmissão devem alavancar ainda mais nossa receita em 2024. É importante também considerar que a nossa dívida total é inferior à nossa receita anual. Esse é um indicativo importantíssimo dentro do mercado financeiro. Novidades virão”, finalizou Casares.