Julio Casares revela como deu chapéu no Fortaleza por Rei das Assistências

Na última terça-feira (30), o São Paulo foi a Itaquera e venceu o Corinthians por 2 a 1, quebrando enfim o tabu de jamais ter vencido na Neo Química Arena, inaugurada em 2014. Os gols foram marcados por Jonathan Calleri e Luiz Gustavo.

Contudo, um dos grandes destaques do duelo foi o meia Wellington Rato. Autor de duas assistências, o jogador mostrou o porquê de ser tão prestigiado com os treinadores. Era titular com Rogério Ceni, manteve a boa fase com Dorival e começou o ano muito bem novamente.

O atleta foi contratado no início de 2023, a pedido do então técnico Rogério Ceni. Na época, o Tricolor estava perdendo a disputa para o Fortaleza, que oferecia melhores condições para a compra do atleta ao Atlético-GO.

Contudo, o São Paulo acabou atravessando a negociação com o Leão do Pici e levou os serviços de Rato. Em entrevista ao podcast ‘Benja Me Mucho’, do apresentador Benjamin Back, o presidente Julio Casares contou como conseguiu mudar o rumo da história do meia, apelidado de ‘Rei das Assistências’ pelos são-paulinos.

“É importante o jogador ver que o mandatário tem um projeto para ele, ele se sente protegido. O Rato era praticamente certo no Fortaleza, que é um grande clube. Ele estava no Beto Carrero e eu liguei. Falei: ‘Rato, você quer jogar no São Paulo?’ Ele respondeu: ‘sim, seria uma alegria’. Então eu disse ‘não assina nada que nós estamos na parada.’ Ele estava com a família, então eu atrapalhei um pouco as férias dele”, comentou Casares.

Wellington Rato se tornou um dos jogadores mais importantes do São Paulo

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Wellington Rato fez um ótimo primeiro ano no São Paulo, e não é à toa que recebeu uma oferta do futebol árabe. Acabou ficando no Soberano e conquistou a Copa do Brasil, tendo um papel fundamental. Marcou um gol e uma assistência na semifinal contra o Corinthians, no Morumbi, além do gol da classificação contra o Ituano.

Na temporada passada, Rato disputou 64 partidas pelo São Paulo. Marcou cinco gols e distribuiu nove assistências, sendo o líder no quesito. Luciano, com oito passes para gol, foi o segundo maior “garçom” do time.

“Mas é normal isso. O presidente de um clube, diretor, tem que pôr na cabeça que quando você entra em uma missão em uma instituição, acabou seu sábado e domingo, acabou suas férias, e você vai dormir menos. Agora, se você quer fazer direito, se você delega ou larga, o ônus vem”, completou Casares, sobre o papel de um presidente.