Jornalista lança campanha para Leila Pereira assumir a CBF

No último sábado (6), o Brasil foi eliminado pelo Uruguai, nos pênaltis, e deu adeus a Copa América nas quartas de final. O time comandado pelo técnico Dorival Júnior foi muito criticado durante toda a competição, já que não conseguiu mostrar um futebol atrativo para o público. Pelo contrário, a Amarelinha sofreu na maioria dos jogos.

Diante disso, alguns jornalistas levantaram a pauta de mudanças essenciais dentro da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Muitos criticaram a forma com que o presidente da entidade, Ednaldo Rodrigues, está conduzindo a CBF. É o caso de Juca Kfouri, através de sua coluna no UOL Esporte.

“A CBF nunca quis e não quer valorizar o futebol brasileiro Isso é estranho às atividades da confederação. A seleção é o negócio da CBF. Dado esse entendimento, como traduzir a seleção brasileira em lucro? Ednaldo é um coronelzinho incompetente. Não tem condições de gerir um negócio ainda muito valorizado como a seleção brasileira. Deveria contratar um ou uma empresária, uma CEO para a seleção brasileira com metas bastante claras”, iniciou.

Juca prosseguiu com as críticas e sugeriu a contratação de Leila Pereira. Entretanto, a mandatária do Palmeiras não assumiria o mesmo cargo na entidade, mas seria responsável por ser um CEO. 

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“Leila Pereira sabe ganhar dinheiro e principalmente sabe quando permanecer ganhando dinheiro. Precisamos nos livrar dos corruptos grosseiros, incompetentes e irresponsáveis. Eles ligam pro dinheiro apenas como um modo de exercer o poder pelo poder, mas não entendem de negócio como processo de acumulação poderoso.  Leila como CEO poderá ter um papel decisivo na organização do negócio”, prosseguiu o jornalista.

Leila participaria de grande parte das decisões da entidade, incluindo na escolha de técnico

Na visão de Juca Kfouri, a contratação de Leila ajudaria a afastar a disputa de poder interna na CBF, deixando o futebol como a principal “vitrine”. Dito isso, Leila Pereira teria autonomia suficiente para participar de decisões como a escolha de técnico.

“Uma CEO resolveria a parte do negócio do futebol, pois a CEO teria 100% de autonomia de decisão nessa área. As transformações estruturais podem vir daí, e poderiam ser mais rápidas. Leila escolheria o treinador e teria influência sobre os patrocinadores.  Seria uma espécie de SAF? Não. De um negócio mesmo. Um modelo de negócio definido politicamente. E esse é o problema. Os políticos da CBF vão querer?”, finalizou.