John Textor vai para a delegacia depois de polêmicas declarações

Nesta quinta-feira (4), o dono da SAF do Botafogo, John Textor, desembarcou no Brasil junto a Artur Jorge, novo treinador do time carioca. O norte-americano se dirigiu à polícia para prestar depoimento que durou três horas em relação às suas falas sobre manipulações no Campeonato Brasileiro. Após isso, ele se dirigiu ao Nilton Santos para acompanhar a partida do Botafogo, que acabou perdendo por 3 a 1 para o Junior Barranquilla, da Colômbia, pela estreia na Libertadores

“Eu fui à delegacia, comecei o processo, entreguei provas, dei meu depoimento. Eu tenho muito mais provas do que um relatório da Good Game!. (…) É um dia maravilhoso. Falei com investigadores independentes e razoáveis que não pareceram estar torcendo por clube nenhum. É muita informação, são meses de coleta de dados. É muito o início de um processo muito saudável”, disse após a partida, em entrevista à TV Globo.

Textor contratou a empresa francesa chamada “Good Game!” para analisar as partidas do Brasileirão visando encontrar fraudes e esquemas de manipulação. Ele rasgou elogios à instituição, e destacou a inteligência artificial para o processo de investigação do torneio nacional.

“Essa empresa é uma das que têm maior credibilidade nessa área no mundo. Eles estavam aqui antes de eu chegar, olharam dois anos de dados antes de eu conhecê-los. (…) Vocês deveriam olhar o nome da minha empresa que se tornou Fubo, foi a empresa em que ganhei dinheiro para poder comprar um clube. Se vocês não queriam mudança, não trouxessem um cara que fez seu dinheiro com inteligência artificial”, continuou o norte-americano.

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Textor faz críticas ao STJD

Além disso, o empresário criticou abertamente o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), órgão que denunciou o empresário pela falta de provas de suas declarações sobre a manipulação dos resultados. Ele recebeu um prazo de três dias depois de dizer que atletas do São Paulo e Fortaleza fizeram parte do esquema.

“Estou tentando há muito tempo entregar provas para pessoas que se importam com isso. Eu mandei para o STJD, eles continuam falando que eu não entreguei provas. Eu entreguei há semanas provas completas de manipulação de resultados. Os nomes foram omitidos para proteger a identidade dos jogadores envolvidos. Eu me importo com a lei. Se alguém está envolvido num escândalo de manipulação, essa pessoa também tem direitos. Não consigo entender como o STJD, que tem processos não confidenciais, continua pedindo provas”, disse.