Jogador do São Paulo se sensibiliza com vexame do Botafogo

Grande favorito ao título do Campeonato Brasileiro de 2023, o Botafogo decepcionou. O time não conseguiu reagir a saída do portguês Luís Castro, perdendo a vantagem de praticamente 13 pontos para o Palmeiras. No final das contas, a equipe comandada pelo técnico Abel Ferreira relatou o segundo caneco consecutivo. 

Além de todos os torcedores de diferentes clubes do Brasil, o meia Rodrigo Nestor, do São Paulo, também ficou surpreso com a enorme queda de rendimento da equipe carioca. Para ele, um dos grandes pontos que pesaram na perda do título foi o aspecto mental. 

 “Quem diria no começo do ano que o Botafogo iria ficar só com a vaga na Libertadores? Ninguém falaria. Acho que estiveram tão perto (do título), abriram uma distância tão grande (na liderança)… Isso deixa o torcedor mais irritado. Mas agora eles precisam descansar nas férias. Para mim, no final, foi muito o mental deles. É muito difícil tomar viradas e empates no final”, disse, em entrevista ao “Charla Podcast”. 

Nestor também se mostrou triste pela perda do título do Botafogo por conta de dois amigos que fez no Tricolor: o goleiro Lucas Perri, formado nas categorias de base de Cotia, e o meia Tchê Tchê, ex-companheiro no Morumbi. Vale lembrar que os cariocas sequer se classificaram para a fase de grupos da Libertadores, e terão que jogar a fase anterior a de grupos.

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“É um time bom, jogamos contra, percebíamos que era um time bom. Mas infelizmente não foi para ser campeão. Ano que vem já começa de novo, já tem que ir bem na Pré-Libertadores, se não passar já é uma pressão para o resto do ano. Fiquei triste pelo Tchê Tchê e pelo Perri, por não terem sido campeões”, finalizou. 

Herói da Copa do Brasil e interesse do Botafogo

Ainda no início de 2022, o Botafogo, que estava querendo melhorar seu elenco após a venda da SAF, sinalizou que estaria disposto a pagar até 5 milhões de euros (R$ 26,6 milhões à época) por 80% dos direitos econômicos de Nestor. Contudo, a diretoria negou a oferta, já que a comissão técnica contava com o “Made in Cotia” para o resto do ano.

A recusa acabou valendo a pena, já que o meia se tornou o herói do São Paulo na conquista inédita da Copa do Brasil. Ele marcou o gol de empate do SPFC diante do Flamengo na final, no Morumbi, e levantou o caneco junto a mais de 60 mil pessoas.