Grupo bilionário tenta a compra do São Paulo

O futebol no Brasil passa por uma mudança importante: a implementação das SAFs nos clubes. Diversos já aderiram ao novo modelo, que deverá estar ainda mais presente no futuro.

Em meio a esse crescimento, o grupo Qatar Sports Investments (QSI), o mesmo que comanda o Paris Saint-Germain, da França, está interessado em adquirir uma equipe do país,e estaria disposto a enviar R$ 700 milhões para fechar o negócio em troca de 33% da ações do clube.

A ideia não é nova, como aponta o jornal francês L’Equipe’. Há pelo menos alguns alvos no Brasil que já estão definidos, como São Paulo, Santos, Internacional, Atlético Mineiro e Flamengo.

De acordo com o jornalista Lucas Costa, o Santos foi sondado oficialmente pelo grupo, que já acenou com a proposta de R$ 700 milhões para a compra das ações. Entretanto, há algumas desavenças internas entre a diretoria, que ainda está relutante em adotar o modelo de clube-empresa.

“Indicar um CEO da própria QSI – dez anos de controle absoluto de todos os ativos do futebol. – Ser dono dos direitos econômicos dos novos atletas formado nas categorias de base. E garantias financeiras caso a parceria não alcançasse os resultados pretendidos após uma década. Convencido a aceitar, Rueda levou a proposta ao, então, seu candidato na eleição de dezembro, Marcelo Teixeira, que se opôs radicalmente”, revelou.

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São Paulo pode virar uma SAF? Entenda

Enquanto isso, o torcedor vive a expectativa do São Paulo mudar seu sistema político, que atualmente é muito criticado. Com a transformação, as dívidas poderiam ser reduzidas de maneira efetiva, além do maior investimento em contratações.

Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, o presidente do SPFC, Julio Casares, comentou sobre a transformação do clube em SAF, algo que, no momento, não está em seus planos.

“A SAF é uma legislação nova. Eu não demonizo nem a SAF e nem o sistema associativo. Se eu fosse vender o São Paulo em 2021, eu teria que entregar o São Paulo por uma dívida. Como alguns fizeram, e tudo bem, cada um cuida da sua vida”, disse.

“Hoje temos um clube que é SAF liderando o campeonato e outros na zona de rebaixamento. Acredito que o São Paulo vai discutir isso, mas com os pilares de reconstrução recuperados. O São Paulo vai pensar num outro sistema, sem ser SAF, de capitalização de futebol. É o nosso objetivo”, completou.