FIFA toma decisão que pode beneficiar atletas do São Paulo

FIFA

Na última semana, a FIFA anunciou algumas mudanças visando o apoio à estação e maternidade das jogadoras de futebol.  Elas terão direito a uma licença remunerada depois de darem a luz, além de outros benefícios a, inclusive, mães adotivas. O protocolo fará parte do  Regulamento sobre Estatuto e Transferência de Jogadores, que é obrigatório nas filiadas à FIFA.

Além do que já foi citado anteriormente, as atletas poderão pedir licença dos treinos e das partidas por conta de complicações à menstruação, por exemplo, sem descontos em seus salários. A licença maternidade prevê 14 semanas de ausência (no mínimo). 

As treinadores também terão o mesmo período na nova regra, que também inclui as mães não biológicas. O período ausente dependerá da idade da criança adotada, prevendo oito semanas de mínimo quando a criança tiver menos de oito anos na adoção. Junto a isso, as jogadoras terão uma regra e um protocolo especificamente para retornarem ao campo depois da gravidez, com direito a acompanhamento médico do clube.

“Acho que é uma grande medida. Esses são grandes passos e avanços importantes para realmente normalizar a vida que levamos como mulheres . É isso que queremos oferecer agora em todos os níveis, nos clube e nas seleções nacionais: a oportunidade para que as jogadoras profissionais tenham a chance de serem mães”, disse a ex-técnica Jill Ellis, bicampeã mundial à frente dos Estados Unidos (2015 e 2019). Ela trabalha como líder do  Grupo de Estudos Técnicos da Fifa na Copa do Mundo Feminina de 2023.

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No ano passado, a jogadora islandesa Sara Björk Gunnarsdóttir venceu uma ação na Justiça contra o Lyon, da França, na FIFA. Ela pedia o pagamento integral de seus vencimentos mensais enquanto estava grávida.