FIFA pode “tomar” a CBF e aplicar mesmo plano que ajudou Argentina vencer a Copa do Mundo

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Nesta quinta-feira (7), Ednaldo Rodrigues foi destituído de seu cargo de presidente da CBF, através de uma ação do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Diante disso, o presidente do  Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), José Perdiz, será o responsável por organizar uma nova eleição na entidade, que pode acontecer ainda neste ano.

A FIFA havia avisado que caso houvesse qualquer intervenção no mandato de Ednaldo, a CBF sofreria consequências graves, podendo levar a exclusão dos clubes brasileiros de competições internacionais. Ou seja, o São Paulo poderia ficar de fora da Libertadores, e o Fluminense do Mundial de Clubes, por exemplo.

Contudo, de acordo com informações divulgadas pelo portal Globo Esporte, não existe qualquer chance de punição ao Fluminense, que jogará o Mundial de Clubes entre os dias 12 e 22 de dezembro, na Arábia Saudita. Por hora, os outros clubes também não devem ser prejudicados.

O mais provável de acontecer é que caso a Fifa encontre alguma irregularidade ou interferência externa na confederação brasileira, a entidade máxima do futebol pode punir de forma administrativa. 

Em 2016, a Argentina passou por graves problemas políticos e uma eleição na AFA (Associação de Futebol Argentino) terminou empatada em 38 a 38. Diante disso, a Fifa criou  um “Comitê Normalizador”  que seria responsável por estar à  frente da associação. 

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Alguns membros da Conmebol estavam inseridos no meio que comandou a AFA por exatos 251 dias, período de tempo em que reformulou diversos aspectos políticos internos até uma nova eleição. O presidente escolhido foi Chiqui Tapia, que está no cargo até hoje.

Desde então, a Seleção Argentina vem em uma crescente impressionante. Comandados por Lionel Messi, a grande estrela do time, os “hermanos” venceram a Copa América de 2021 e a Copa do Mundo de 2022.