Ex-São Paulo muda de esporte após tragédia e alcança o sucesso

Considerado uma das maiores promessas do São Paulo, a vida de Bruno Landgraf mudou em 11 de agosto de 2006, quando sofreu um acidente de carro que o deixou tetraplégico e matou Weverson, seu companheiro de clube, e Natália Manfrim, jogadora de vôlei. Passou um ano no hospital e foi obrigado a abandonar o futebol. Porém, iniciou sua trajetória em outro esporte:o rúgbi de cadeira de rodas

“Está ajudando bastante na minha reabilitação. A prática não ajuda só no esporte, mas também no dia a dia. Para mim, é muito bom voltar a competir em um esporte coletivo. A vela era em dupla, mas era totalmente diferente. É muito bom sentir isso que eu tinha no futebol”, disse Bruno Landgraf, em entrevista ao UOL

Antes do rúgbi, esporte que iniciou em 2022, Bruno defendeu o Brasil na vela nas Olimpíadas de Londres, em 2012, e do Rio de Janeiro, em 2016. Ele e outros jogadores fundaram uma nova equipe, que visa a participação de projetos para pagar o custo das viagens.

“Nosso time [Drakkar Quad] tem sete atletas, e dois ainda não têm cadeiras. Uma cadeira nacional de rúgbi está em torno de R$ 15 mil. Não é um equipamento barato, mas a Associação Brasileira de Rúgbi em Cadeira de Rodas vem ajudando bastante. O Instituto tem uma parceria com a Levi’s, e eles ajudam em alguns materiais. Conseguimos algumas camisetas para a divulgação do time”, prosseguiu.

Por sinal, o lateral Rafinha, do São Paulo, é um dos escolhidos para ajudar na iniciativa. Eles eram amigos desde que jogavam futebol nas seleções de base do Brasil. “Tenho muita amizade com ele. Jogamos juntos na seleção sub-20, em 2004, 2005. Tenho um carinho grande, uma admiração imensa por ele, e seria um dos padrinhos do time. Combinamos de mandar uma camisa pra ele fazer a divulgação”, comentou Bruno.

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Bruno quer disputar as Paralimpíadas em 2028

O grande objetivo de Bruno é alcançar os Jogos Paralímpicos de 2028 no rúgbi de cadeira de rodas. Ele sabe que a trajetória não será fácil, já que exige muita preparação individual e também coletiva. Contudo, não deve desistir de seu sonho.

“É um objetivo de todo atleta participar de uma Paralimpíada, ainda mais agora no esporte novo. Mas estou passo a passo. Primeiramente, quero ajudar o meu time buscando parcerias e fazer com que todos possam ter uma remuneração. Aí, subir para a primeira divisão. Ainda tenho de melhorar bastante a minha parte física e a parte técnica de dentro de quadra. Mas é um objetivo e estou treinando todos os dias para que isso aconteça”, finalizou.