Empresário cotado pra ajudar o São Paulo é processado em escândalo de R$ 5,92 bilhões

Se por um lado a Americanas continua a todo o vapor no Brasil, o empresário Jorge Paulo Lemann, que já chegou a ser cotado para investir no São Paulo, passa por dificuldades nos Estados Unidos.

De acordo com o jornal O Globo, uma gestora da Áustria, Erste Asset, entrou com uma ação milionária na Justiça e alguns de seus sócios na 3G Capital. Tudo gira em torno de uma acusação de esquema de venda de US$ 1,2 bilhão (R$ 5,92 bilhões) em ações da Kraft Heinz diante de informações privilegiadas em 2018, antes da empresa dos brasileiros anunciar que os valores da bolsa cairiam.

A Erste Asset garante que há provas suficientes que podem desmascarar os sócios da 3G, já que de acordo com documentos, há evidências que os conselheiros da Kraft mantinham contato direto com a 3G.

Novas provas

John Cahill, ex-CEO da Kraft Heinz e conselheiro da empresa até hoje, é um dos alvos do processo. Segundo a petição da Erste Asset, que foi acessada pelo O Globo, o empresário teria realizado acordos de compensação financeira.

“A 3G resolveu seu problema judicial fazendo com que a Kraft Heinz fizesse divulgações públicas falsas e enganosas sobre os acordos de compensação de Cahill e Zoghbi (George Zoghbi, que foi conselheiro até 2021), a partir de agosto de 2019. Ao fazer parecer que Cahill era independente da 3G de acordo com a lei de Delaware, a Kraft Heinz e a 3G obtiveram o arquivamento do processo anterior”, diz.

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Contudo, Cahill teoricamente não era “ex-consultor” da Kraft Heinz, e que tomou novas providências depois de descobrir “fatos fraudulentamente ocultados em relação à consultoria contínua de Cahill, à aprovação de acordos de compensação revisados para sua consultoria em andamento e ao papel de Behring em apoiar um relacionamento de consultoria contínuo com Cahill”.

No caso, o segundo homem citado é o brasileiro Alexandre Behring, que é cofundador da 3G e ex-CEO da Kraft Heinz. Junto a Lemann, estão sendo acusados por Marcel Telles, que é um dos homens mais ricos do Brasil, além de Bernardo Hees, ex-CEO de Heinz e Buerger King.