Direção do Palmeiras dorme no ponto e leva calote de mais de R$ 100 milhões

Depois de especulação interna, a polícia abriu de forma oficial um inquérito criminal que investiga a Real Arenas, veiculada a WTorre, que é responsável pelo Allianz Parque. O clube alega que não recebeu um pagamento avaliado em R$ 127 milhões, que representam as receitas do estádio.

O documento foi enviado ao 23º Distrito Policial de São Paulo. Nele, consta um pedido para descobrir mais informações sobre os possíveis crimes de apropriação indébita e associação criminosa, além do “bloqueio de bens, valores e contas da Real Arenas e seus gestores, e a quebra do sigilo bancário da empresa desde novembro de 2014”, revelou o Globo Esporte.

Vale lembrar que o Palmeiras assinou um acordo com a construtora, que dá direito a um percentual dos valores arrecadados com shows, camarotes, cadeiras e naming rights. Desde a inauguração do estádio, em 2014, os repasses dos valores foram realizados apenas entre novembro e dezembro do mesmo ano, e de janeiro a junho de 2015 (exceto maio).

Desde então, a WTorre não pagou o Palmeiras, segundo o clube, mesmo constatando nos relatórios da construtora que os valores já foram enviados. Por sinal, a questão foi levantada pela primeira vez ainda em 2017.

Diante da insatisfação com o calote, o Palmeiras foi atrás de um advogado criminalista, que levou o caso à polícia posteriormente. 

Por outro lado, a Real Arenas publicou uma nota oficial, dizendo que não tem conhecimento da abertura do inquérito, e nega as acusações. Além disso, disse que a atitude do clube é um “ataque unilateral” da presidente Leila Pereira.

Confira a nota oficial da Real Arenas

A Real Arenas não tem conhecimento formal sobre a informação veiculada na imprensa a respeito de abertura de Boletim de Ocorrência e repudia esse novo ataque unilateral da presidente Leila Pereira. A dirigente tem desrespeitado de forma reiterada as decisões do Tribunal de Arbitragem, que tramita sob sigilo, e tenta atingir de forma injustificável a reputação da empresa parceira da SEP.

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Esse novo e despropositado ataque não condiz com a gestão séria da Real Arenas, que investiu na construção do Allianz Parque, reconhecida como melhor arena da América Latina. Vemos com perplexidade a mudança repentina de atitude, uma vez que tivemos nos últimos anos negociações pacíficas relacionadas aos créditos e débitos de parte a parte.

Também nos causa profunda estranheza que este novo factoide aconteça com a ordem de alguém que é cliente Real Arenas na locação de camarotes e dos serviços para operação deles de forma ininterrupta desde 2017, como gestora da Crefisa. Lamentamos este novo capítulo de falta de respeito às autoridades arbitrais nas tratativas e manteremos nossa postura de tratar os trâmites legais nos fóruns adequados.