Denílson comenta sobre a condenação de Daniel Alves

Atualmente trabalhando como comentarista na Bandeirantes, Denílson chegou a ser um verdadeiro ícone do futebol brasileiro. Revelado pelo São Paulo, o ex-meia foi pentacampeão mundial pela Seleção Brasileira em 2002, e é ídolo da torcida do Real Betis, da Espanha.

Em entrevista à coluna “GENTE”, após dar uma palestra no Gramado Summit, Denilson comentou sobre diferentes assuntos envolvendo o futebol mundial e suas estrelas. Um deles foi sobre as condenações dos amigos Daniel Alves e Robinho. O primeiro foi julgado a quatro anos e meio de cadeia por estupro, enquanto o segundo deverá se manter preso por pouco ais de nvoe anos pelo mesmo crime.

“Primeiro, é uma situação gravíssima. Uma vez condenado, você precisa cumprir a pena. Robinho e Daniel Alves são dois caras que eu conheço, mas neste momento não está em consideração a amizade que tenho por eles. Eles cometeram crime. Foram condenados e eles precisam pagar como qualquer outro cidadão”, comentou Denílson.

O ex-jogador do São Paulo disse que não conversou com nenhum dos brasileiros depois da condenação. Vale destacar que Daniel Alves ficou preso de maneira preventiva por 14 meses, mas atualmente está em liberdade provisória em sua casa, em Barcelona. Robinho está cumprindo a pena no presídio do Tremembé (SP).

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“Não, não [conversou com algum deles]. Não dá para se escorar ou se esconder nessa imagem de atleta, de jogador, de famoso. Isso é um exemplo de que a sociedade está atenta. Você cometeu um erro, tem que pagar. Não tem o que conversar. Não tem justificativa. Tudo que vivi com eles, de amizade, de amigos, nesse momento cai por terra”, prosseguiu.

Denílson fala sobre a homofobia no futebol

As maiores entidades do futebol mundial vem tomando decisões importantes em relação a punições de crimes racistas. Além disso, outro assunto vem ganhando força no esporte: a luta contra a homofobia. Na visão do comentarista do Jogo Aberto, o machismo ainda está presente no esporte. 

“O futebol ainda é uma bolha machista, é a mais pura verdade. Não é tão escancarado quanto tem sido a luta contra o racismo, mas ainda é algo que a gente precisa quebrar e falar com mais naturalidade dentro da bolha do futebol. A sociedade já aceita de uma forma mais natural, mas dentro do futebol, ainda existe muito preconceito”, finalizou.