Daniel Alves recorre para anular investigação

Depois do início do julgamento de Daniel Alves, acusado de stupro contra uma mulher de 23 anos, a defesa do até pediu a anulação das investigações do caso nesta segunda-feira (5). Os representantes do brasileiro alegam que ele teve os direitos violados, já que foi “julgado” paralelamente pela imprensa.

Segundo sua advogada, Inés Guardiola, o lateral-direito foi “foi vítima de uma investigação policial sem conhecimento do cidadão e sem a possibilidade de se defender”. Além disso, ela afirma que ele deveria ter realizado o teste de alcoolemia no início do processo. Vale destacar que a quantidade de álcool no corpo pode acabar sendo um atenuante em caso de condenação.

Os advogados de Daniel acreditam que a juíza responsável pelo caso errou ao solicitar a prisão preventiva do brasileiro sem mesmo realizar um segundo perito na mulher que supostamente foi abusada. Junto a isso, pediu uma suspensão das provas, dizendo que os 450 relatórios jurídicos  “publicam informações vazadas parcialmente que levam a uma condenação”.

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Inés completou dizendo que a “a juíza de instrução foi contaminada pelos meios de comunicação e isso deve levar à nulidade do processo e à liberdade do acusado”, e que Daniel Alves  “só testemunhou duas vezes perante a juíza de instrução e não cinco”.

Para reforçar a sua tese, ela cita a mulher do atleta, Joana Sanz, que havia pedido o diórcio, que acabou não indo para frente. O julgamento continuará e, caso condenado, poderá pegar a pena máxima de 12 anos.