Comentarista revela “vingança” de James Rodríguez sobre Dorival

James Rodríguez vem sendo a principal estrela não só da Colômbia nos últimos jogos, mas também de toda a Copa América. O meia, que pertence ao São Paulo, vem demonstrando um rendimento acima em relação ao que joga no clube.

Na última terça-feira (2), James foi muito elogiado por sua atuação no empate em 1 a 1 contra o Brasil. O resultado garantiu a liderança do grupo para a Colômbia e evitou o embate contra o Uruguai nas quartas de final.

Em participação na Live Semanal do São Paulo, do UOL Esporte, o jornalista Renan Teixeira analisou o desempenho de James e cravou que, para ele, o colombiano “se vingou” de Dorival Júnior, que foi seu treinador no Tricolor na temporada passada e deu poucos minutos a ele dentro de campo.

“A gente sabe muito bem qual a característica do James: controla jogo, mete bola, é inteligente e tem qualidade para executar o que poucos têm. Mas correr do jeito que ele correu, eu nunca vi no São Paulo. Se ele tivesse feito isso antes, nenhum treinador seria louco de deixar ele de fora”, iniciou, antes de prosseguir:

“Vou prejudicar meu time porque não quero colocar um colombiano? Não. Contra o Brasil, teve um pouco de mostrar para o Dorival: ‘o que você perdeu, aí’. Tem um pouco disso. Quando eu jogava contra treinador que tinha me deixado um pouco escanteado, pensava: ‘esse filho de uma égua vai ver o que ele perdeu’. Você corria mais. Tem um pouco disso”, disse Renan.

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James é outro jogador quando atua pela seleção

Na visão de Raí Monteiro, James se torna outro jogador quando defende as cores de seu país. Para ele, existem três motivos para isso: a vontade de jogar na seleção, a vitrine para uma possível mudança de ares e, claro, a “vingança” contra Dorival.

“São três coisas: a primeira é o desejo que tem de jogar pelo país dele e enxergar a possibilidade de a Colômbia ganhar um título. […] Tem também um pouco de: ‘vou jogar contra o Brasil, esse cara foi meu técnico e não me colocou para jogar’. E a outra parte: ele está vendendo um bilhete na Copa América, que é o da transferência. Ele sabe que há times olhando para ele, principalmente dos EUA, e que podem ver naquele desempenho uma possibilidade. No time do Messi, acho que não cabe porque são muitos, mas há em outros. A Copa América também é uma vitrine para ele”, disse.