CBF decide assinar contrato com Governo Federal e SPFC será impactado

Nesta quarta-feira (20), a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública assinaram, com o Ministério do Esporte, um contrato para a implementação do projeto “Estádio Seguro” no Brasil. O acordo foi selado pelo presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, e o ministro dos Esportes, André Fufuca.

Como o próprio nome já diz, o objetivo é proporcionar ainda mais segurança aos torcedores que irão aos estádios de futebol no país, que muitas vezes são alvo de brigas entre torcidas, além de outros episódios lamentáveis.

“A CBF está comprometida com essa iniciativa. Tenho certeza de que todos os presidentes de clubes, federações, gestores de estádios também estão. Com racismo não tem jogo, com violência não tem jogo e com crime não tem jogo. O torcedor criminoso pode ter a certeza de que será identificado e punido”, disse Ednaldo Rodrigues.

Visando a ampliação da segurança nos locais, a CBF quer intensificar o monitoramento de dados de quem vai aos estádios, além de ir contra a prática do cambismo, que é muito comum no futebol brasileiro. Para isso, o modo de acesso aos estádios deve passar por mudanças.

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Sistema que identifica criminosos no estádio já está em uso

Através de uma nota divulgada pela própria entidade, a CBF afirmou que as primeiras mudanças já ocorreram no Maracanã desde o final da temporada passada, através de um sistema que identifica torcedores com passagem criminais ou com algum problema na Justiça. 

A tecnologia está presente na leitura do ingresso nas catracas, e caso o torcedor for identificado como criminoso, não poderá acessar o interior do estádio. A tendência é que mais estádios apliquem a medida ainda neste ano.

“Nós, do Ministério do Esporte, vamos trabalhar incansavelmente para que a pauta de hoje seja levada não apenas aos maiores estádios do Brasil, mas aos pequenos e médios, onde também acontece o futebol e onde também deve haver segurança pública”, comentou André Fufuca.