Bomba: Justiça tira presidente da CBF

Poucas horas depois de o Campeonato Brasileiro de 2023 chegar ao fim, uma verdadeira bomba chegou até os bastidores da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). No início da tarde desta quinta-feira, dia 7, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro destituiu Ednaldo Rodrigues da presidência da entidade que rege o futebol no país.

O órgão ainda determinou a necessidade um interventor e nomeou José Perdiz, presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), para o cargo. O processo contra a CBF corre desde 2017, quando o Ministério Público do Rio de Janeiro questionou na Justiça a realização de uma Assembleia Geral da entidade.

Nesta reunião, a alta cúpula da CBF alterou as regras para as eleições sem a participação dos principais clubes do futebol brasileiro, o que gerou a reclamação imediata do MP. Na época, a entidade era presidida por Marco Polo Del Nero e as novas definições elegeram Rogério Caboclo para um mandato que iria de abril de 2019 a abril de 2023.

Mas com o então mandatário afastado da presidência por denúncias de assédio, a Justiça do Rio de Janeiro anulou sua eleição e decretou uma intervenção na entidade. Meses depois, os vice-presidentes da própria CBF nomearam Ednaldo Rodrigues como presidente interino até a conclusão do mandato de Caboclo.

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Já em março de 2022, Ednaldo e o Ministério Público do Rio de Janeiro assinaram um TAC que estabelecia novas regras eleitorais, que acabariam elegendo justamente o baiano. Nesta quinta-feira, a 21ª Vara de Direito Privado julgou a legalidade deste termo e votou pela destituição do então presidente da Confederação Brasileira de Futebol.

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