Alisson é nomeado para a Seleção Brasileira

Na última quarta-feira (29), o São Paulo bateu o Talleres por 2 a 0, no Morumbis, e garantiu a classificação em primeiro lugar em seu grupo na Libertadores da América. Apesar dos gols terem sido marcados por Lucas e Luciano, o volante Alisson foi um dos melhores em campo.

Por sinal, o jogador se tornou peça chave na equipe comandada pelo técnico Luis Zubeldía. Esteve em campo em oito dos nove jogos sob o comando do argentino. Só saltou a primeira partida contra o Águia de Marabá, em Belém, pela Copa do Brasil. Por sinal, a única vez que saiu do banco foi na partida de volta diante dos paraenses.

Após a partida contra o Talleres, Alisson foi muito elogiado. Por sinal, o atacante Jonathan Calleri passou na zona mista do estádio e disse que ele merece jogar pela seleção brasileira: “Craque, craque. É seleção. Dorival, chama ele”. 

Na entrevista pós-jogo, Zubeldía foi perguntado sobre a evolução nítida de Alisson. O argentino elogiou o trabalho de Dorival Júnior, que o transformou em um volante e mudou o rumo de sua carreira. 

 “Creio que é um bom acerto de Dorival com a reinvenção do Alisson. Ele faz um trabalho tático, sobretudo no último terço ocupando espaços intersetoriais com Bobadilla, muito importante. Tratamos de trabalhá-lo muito para que as expectativas de gols dos adversários sejam menores e estamos conseguindo. Exige muita concentração e ele está indo muito bem” – afirmou o técnico.

Alisson fala sobre a troca de posição

Vivendo ótima fase e sonhando com a Libertadores, o agora volante agradeceu a confiança de Dorival, com quem já havia trabalhado anteriormente em sua carreira, quando estava iniciando carreira como profissional.

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“Feliz por esse momento, por ter me reconstruído. Fico feliz de ter tido o privilégio de trabalhar com o Dorival novamente, já tive a oportunidade no Vasco, na época com 17 anos. É um cara que sou muito grato e vou levar pro resto da minha vida, não somente dentro de campo”, disse.

Em entrevista ao UOL Esporte, depois do título da Copa do Brasil do ano passado, Alison contou um pouco como foi o processo de transferência de seu futebol. No começo chegou a estranhar a ideia da comissão técnica, mas começou a render nos treinos e agradar Dorival.

“Eu confesso que nunca imaginei jogar como segundo volante. Isso tudo nasceu em uma conversa que tive com o Lucas Silvestre [filho e auxiliar de Dorival]. Falei pra ele que não estava me sentindo confortável jogando como atacante. Expliquei que eu não tenho a característica do drible, do um pra um, e que sabia que o elenco tinha jogadores mais qualificados para isso.No dia seguinte, Dorival montou duas equipes e me colocou de volante no time alternativo. (…) Os dois viram em mim algo que nem eu vi. Nem eu sabia que poderia contribuir tanto assim”, disse.